quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Qual é o Real Sentido da Filantropia?


            Muitas vezes nos perguntamos qual é a melhor forma para ajudarmos a Humanidade que em grande parte carece de bens materiais e espirituais.
            Somos, muitas vezes, levados por sentimentos que não correspondem ao que poderíamos sentir ao ajudarmos nossos semelhantes.
            Estes sentimentos são a princípio bons; contudo, não condizem bem com nossos pensamentos que se não forem bem pesados por nossa consciência, podem nos levar ao egoísmo, orgulho, soberba e indiferença com quem nos predispomos a ajudar.
            Daí, vem a pergunta: como poderemos ser transmissores do bem sem que queiramos que o outro fique na nossa dependência?
            A resposta é agirmos com a devida responsabilidade de não humilharmos nem menosprezarmos o nosso próximo. É sabermos que não devemos esperar nada em troca; somente darmos o que o outro pede e não deixarmos que nossa ajuda seja pelo outro motivo de ficar como que nosso “escravo”.
            Na Bíblia (Livro da Lei) encontramos a forma correta de fazermos o BEM sem que a nossa ajuda seja motivo de dependência. Jesus, através de Palavras e Atos vem nos mostrar que se fizermos algo em benefício do outro, a melhor forma de fazê-lo é não sair comentando o bem que fizemos.
            Vejo Hoje, que muitas vezes as Instituições (não são todas) alardeiam a ajuda que faz às pessoas. Não vou julgá-las por isto; porém, acredito que a melhor atitude que devemos tomar é deixar OCULTA a nossa ajuda.
            Uma Palavra que é muito utilizada no Livro da Lei, é a Palavra Caridade, que pode ser praticada com muita Boa Vontade por todos e que se mal utilizada pode muito bem ferir a dignidade de quem recebe a ajuda.
            Outra Palavra que merece ser bem entendida e que é mal interpretada, é a Palavra FILANTROPIA.
            Ela não está inserida apenas no Ato de ajuda ao próximo; está, SIM, relacionada à Palavra Caridade e ao ensinamento que Jesus deixou para quem DESEJAR e realmente em seu CORAÇÃO quiser resolver a deficiência do próximo.
            Levar a Filantropia para suas palavras e atos, requer que deixemos de lado as paixões egoístas que temos que é a de querermos ser vistos e de nos vangloriarmos com a situação.
            Grandes foram os Homens e Mulheres que se desprenderam e fizeram com que sua Vida fosse um verdadeiro exemplo de Amor e de ajuda ao outro.
            Não devemos ser hipócritas na prática do Bem, pois se não soubermos agir com discrição, poderemos fazer do outro “nosso escravo” e será em vão nossa atitude perante quem precisa de algo para si e para sua Família.
            Deixo uma frase para ser meditada: quem costuma escravizar o Próximo, é escravo de si mesmo.
            É na filantropia que descobrimos o Valor de sermos úteis e de querermos ao outro, tudo que gostaríamos que nos fizessem a nós. Só com uma ressalva: nunca ficarmos com a ideia de que se por ventura precisarmos de algo, pelo Bem que fizemos serão atendidas as nossas necessidades. A Filantropia tem que ser de total abnegação.
Temos que ver que o Grande Ensinamento disto Tudo, é o Fato de sermos Humildes com nós mesmo. Se formos fiéis ao que praticamos, seremos a cada dia mais conhecedores da nossa existência.
            Um Ensinamento muito antigo que merece nossa atenção é o que está na CABALA, ela faz com que saiamos de nossa consciência egoísta para uma consciência de nos tornarmos abertos ao outro e principalmente a nosso Criador.
            Essa consciência egoísta pode minar todas as nossas maneira de ajudar ao outro, pois é totalmente voltada para preencher nosso ser com nosso egoísmo.
            Já, a consciência de abertura ao nosso próximo faz com que aprendamos a utilizar as nossas ações para Bem do nosso próximo e a construirmos relacionamentos voltados para o nosso Bem e do próximo.
            Na CABALA essa consciência egoísta é chamada de Desejo de Receber somente para si mesmo e a consciência de ajuda ao próximo é chamada de Desejo de receber para Compartilhar.
            É na Amizade sincera que poderemos também sermos úteis com nossas Palavras de carinho e de conforto (mostrando o que é correto para o outro e sermos abertos também para o nosso próximo nos ajudar).
            A Filantropia ensina que ao ajudar nós também nos abramos para que o outro também nos ajude, pois não somos e nunca seremos os donos da razão.
            Ela é construída com a abertura tanto para ajudar como ser ajudado. O único que é completo no Universo é Deus; Ele cada vez mais que se dá, mais tem. Ele nunca se esgota, pois Ele é o Pai da Filantropia. Shalom!!!
                  


Nenhum comentário: